Conheça Egle, a motociclista que viajou a América do Sul com uma Suzuki

Egle Gerulaitytė  é uma escritora, jornalista e motociclista viajante.

“Eu sou obcecada por motocicletas e aventura. Indefinitivamente na estrada, eu escolho o mundo inteiro como minha casa, meu escritório e, acima de tudo, minha inspiração” – Egle.

Atualmente ela está fazendo um tour pela América do Sul em sua Suzuki, e acabou de lançar uma campanha para publicar o livro dela: Contos da América do Sul.

Dar a volta ao mundo não era o sonho dela, mas no fundo sabia que não era impossível. Natural da Lituânia, onde na época não se era permitido sair. Inspirada pelo pai a viajar através da leitura, sempre ouvia antes de dormir histórias de exploradores e aventureiros.

Em 1990, quando a Lituânia recuperou a independência, Egle deu o primeiro passo e começou a viajar.

Conversamos um pouco com Egle e eis o que ela nos contou:

Eu comecei a pilotar em 2013, estava fazendo mochilão pelo Peru e por alguma razão eu só via motociclistas. Eu fiquei curiosa: eles viajavam para os mesmos lugares mas parecia que tinham diferentes experiências. É como se vissem o mundo de forma diferente. E eu queria saber como.

Então eu pedi a um motociclista americano para me ensinar como pilotar uma moto. Eu tinha medo que ele desse risada de mim – mas ele não riu. Nós estávamos em Nazca; fomos à uma pequena loja que tinha máquinas de lavar, coisas de cozinha e cinco motos de baixa cilindrada.

É claro que na época eu não sabia nada sobre cilindradas. O Ryan disse que eu deveria pegar pelo menos uma de 250 mas a cor dela era um verde muito feio, e eu queria a azul. Então foi a que eu peguei. O Ryan me ensinou a pilotar naquela tarde, e no próximo dia, eu fui sozinha.

Havia planejado apenas a pilotar pelo Peru mas acabei andando mais de 30 mil milhas pela América do Sul (fui do Peru para a Tierra del Fuego, para o Caribe).

Dois anos depois desta experiência eu conheci meu namorado Paul em um evento em Gales. Nós imediatamente começamos a viajar juntos. No início planejamos uma viagem para a Mongólia, mas quando o Paul conseguiu um bom negócio em duas Suzukis e decidimos fazer as Américas primeiro, mas tudo off road.

De repente, Lucy (o nome que eu dei para a minha Suzuki) se tornou uma moto diferente. Foi minha primeira experiência em uma moto “grande”, eu me senti intimidada, mas depois de algumas aulas eu me sentia invencível. Em qualquer superfície que eu passasse, a Lucy conseguia. Desde 2016, Lucy e eu fomos às montanhas rochosas, Terra Nova e Labrador, e algumas das rotas do México, Guatemala, Cuba, Colômbia e agora, Equador.

Eu amo esta moto. Sério: essa motocicleta me ajudou a me tornar uma motociclista muito melhor (e confiante), ela já me levou por dois continentes, sobreviveu à duas colisões, aguentou tudo que eu carreguei nela – e ainda está ótima! Do jeito que Paul e eu pilotamos, a Suzuki é perfeita para isso.

Mas, é claro, viajar é bem mais do que apenas pilotar. Eu amo pilotar porque é uma forma deliciosa de liberdade. Mas o que realmente importa são as pessoas que você conhece na estrada. Eu sou uma jornalista e escritora, então para mim, contar histórias é natural, mas também pode ser mágico.

Os livros podem ser poderosos, livros conseguem inspirar e te fazer rir, ou te jogar em uma piscina de tristeza, ou te encorajar. Nós humanos baseamos nossas vidas em histórias. No livro que escrevi sobre a nossa viagem há histórias de todo tipo, e eu sinto que essas histórias importam, sabe?

Importa para aqueles que vivem e importa para aqueles que podem ler sobre eles. Porque no final das contas, é tudo o que vamos levar. Histórias e memórias, não coisas e posses.

Todas as aventuras doidas a levaram a conhecer pessoas maravilhosas e ouvir histórias incríveis da estrada que colocou no livro! Egle também vai doar uma porcentagem do valor arrecadado com o livro para as pessoas e famílias que citou no livro.

Veja a campanha dela aqui.